segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reflexão

Parece engraçada a forma que buscamos para nos relacionar, mas não é.
Estamos sempre criando expectativas sobre os nossos relacionamentos sejam eles quais forem. Esperando sempre do outro o cumprimento das regras estabelecidas e qualquer coisa fora desse padrão é motivo para criarmos uma celeuma. Vivemos projetando no outro a forma perfeita que nos agrade e encante, mas esquecemos que o verdadeiro encanto, o milagre da perfeição está exatamente em aceitar a emoção como ela é como vem pra nós. Pode parecer difícil, mas se não criássemos regras de como deve ser o comportamento do filho, do marido, do amante, do amigo e dos demais, viveríamos de forma mais plena o milagre de uma relação. Nunca pensamos nisso é verdade, mas há coisas que nos levam a pensar acerca desse assunto, e, diria que o que me fez despertar para essa questão foi a brilhante obra de William P. Young em seu livro “A Cabana”. Impressionante como as coisas que lemos nos levam a reflexões a respeito de nosso comportamento. Sempre tive por princípio não criar expectativas com relação às pessoas, mas esses princípios sofrem mutações ao longo de nossa existência e por mais convictos que estejamos, lá no fundo, bem no fundinho de nossa alma, estamos sempre tecendo um script para sermos verdadeiramente “felizes”. Dentro desse contexto há sempre uma regra a ser seguida pelo outro que, supostamente, nos fará responsabilizar a falta desse comportamento, do cumprimento dele, como causa de nossa felicidade ou infelicidade. Precisamos refletir mais sobre a natureza humana e as suas relações, precisamos ser menos convencidos da perfeição que achamos ser e do fundamento das regras. Precisamos por fim, acreditar que a independência total faz de nós seres caóticos e carentes, meninos grandes que cultivam monstros em seus corações e se assombram com eles. Nesses tempos de tanta violência e tantas catástrofes passar momentos encantadores com uma narrativa a cerca de um homem que encontra Deus é fantástico demais ou senão uma coisa até pueril. Mas quem de nós já não pensou em ter todas as respostas para tantos paradigmas?
E será que dentro desse milagre que é o de fazer pensar seja esculpindo,escrevendo,pintando e em tantas outras formas de arte, não seja realmente uma forma que o “Ser da criação” encontrou para nos dizer, nos responder tantos questionamentos e nos dar a fórmula perfeita para buscar a felicidade? Não sei, honestamente não sei. Só posso dizer que mãos e mentes que pensam que escrevem coisas como estas devem mesmo estar mais perto de Deus. E em momentos tão conturbados de nossa existência é muito bom pensar, acreditar que haja outro foco em nossas vidas, que tanta solidão e dor tenham um propósito divino para nos ensinar como seja relacionar-se e ver a vida com olhos menos críticos e ter as emoções mais livres julgando menos e amando mais.

domingo, 21 de março de 2010

A arte de amar.

O amor nos faz tanta falta! Digo isso por motivos que só o coração explica.
Quero ser simples para falar de algo que no contexto moderno me transforma em um ser muito simplório: A arte de amar.
Passamos a nossa vida toda bombardeados por mensagens subliminares que nos induzem a milhares de coisas e atitudes. Preocupamos-nos com o que vestir o que consumir de uma forma geral, com o que está na moda, com o que fazer quando não temos recursos financeiros para adquirir o bem do momento. É tudo tão forte e bem direcionado ao foco psicossomático que muitas vezes nos esfalfamos para conseguir os bens tops de linha que a sociedade de consumo diz que devemos consumir.Alguns até se perdem de seus caminhos. Ficamos estagnados diante dos bombardeios cotidianos de propagandas massificadas nos meios de comunicação (e para os que já estão na moda) cansados de apagar os spams das nossas caixas de entrada do correio eletrônico. Mas essa massificação de consumo não nos diz que precisamos consumir amor, que precisamos cultivar esse sentimento e nos focar na necessidade premente de difundir isso. As nossas crianças estão robotizadas, criadas para o consumo e para o bem estar próprio de seus desejos. Os pais, perdidos na forma de propiciar o que é exigido pela sociedade moderna, que pode ou não inserir esse indivíduo no contexto social mínimo para ser aceito.
Enquanto isso nossas vidas ficam cada dia mais distantes da prática humana da piedade, compaixão e do amor. Esses três itens somados estão dentro de uma única palavra: “AMOR”. Se praticássemos só um pouquinho desse mágico sentimento estaríamos contribuindo para um mundo bem diferente deste em que estamos vivendo. Teríamos mais tempo para as nossas crianças, para os nossos amores, para os nossos semelhantes e a paciência cresceria em nós como uma frondosa árvore para abrigar, na sombra, todos aqueles a quem devêssemos amar. Não precisaríamos, nós mulheres, colocar nossos pais em asilos para idosos, não precisaríamos olhar nossos filhos em tantos momentos como se fossem estranhos. E descobrir, tão tarde, o nosso destino na mala que estamos fazendo para que sejamos levados ao abrigo (nosso novo lar) porque envelhecemos e não produzimos mais. Há milhares de pessoas idosas que já se foram desse mundo (principalmente por Alzheimer), mas que ainda vivem e que esperam pacientemente por um carinho, por uma promessa que seja, nos abrigos, nos hospitais e até mesmo nas ruas. Eu posso entender o quanto seja difícil exortar o amor nas pessoas, mas não estou falando de um amor generalizado e nem de um amor que se troca pelo contato sexual ou a convivência a dois. Estou falando de um amor maior e mais profundo, estou falando de FRATERNIDADE, amor que se tem e que se dá sem esperar recompensa, do amor que se pratica só para o prazer do espírito. Não estou pedindo que tenham amor pelos distantes, mas que pratiquem o amor em seus lares, em suas vidas. Se cada um de nós praticarmos o sentimento de afeto e amor com seus próprios entes o amor renascerá em toda parte. Seremos capazes de ouvir e ver as mensagens subliminares de indução ao consumo e a frieza com menos comprometimento psicossomático e poderemos lutar com mais força pelo bem de nossos amores sem adoecer de egoísmo e contribuir para esse genocídio disfarçado que nos impõem os fazedores de robôs. Sobreviveremos inseridos nesse mesmo contexto, mas com mais coração, com mais emoção, sem deixar que ambição e a desumanidade de tantos nos transforme em bonecos dirigíveis.
Vamos pensar nisso antes que seja tarde: “A Arte de Amar”.

Cris

sexta-feira, 19 de março de 2010

ENVELHECER

Podemos retardar a velhice e seus efeitos trágicos?
Não, não podemos retardar a velhice, mas podemos evitar a decrepitude, a estupidez, a inconcebível mania de achar que atingimos a perfeição. Precisamos nos atualizar e acreditar que a ciência nos auxilia a envelhecer com dignidade e mais sensibilidade.
Precisamos nos valer das experiências do tempo, e, aperfeiçoar qualidades natas ou adquiridas. Organizar nossos pensamentos e colocarmos etiquetas em nossas lacunas.
Há coisas que mudam quando vamos chegando à idade madura. Coisas que pensávamos possuir valores intrínsecos, descobrimos que são valores adquiridos, extrínsecos. Parece ridículo, mas o tempo de vovós sentadinhas nas cadeirinhas de balanço,bordando ou fazendo crochê já esta muito distante da realidade de mulheres de meia idade nos dias de hoje.
Precisamos nos manter saudáveis e ativas porque muitas de nós estão a suprir necessidades de gente mais jovem que precisa de nós muito mais do que nós devemos precisar deles. . Somos hoje provedoras e não providas. Então, não podemos retardar a velhice, podemos envelhecer de forma saudável aproveitando o poder da ciência para estarmos fora das estatísticas que anunciam milhões de pessoas de meia-idade, até o ano de 2020, portadoras do mal de Alzheimer. Temos que nos valer dos estudos da neurociência para preservar a condutividade elétrica de nosso cérebro com pequenos exercícios diários. Coisas que nos dêem prazer, pequenos prazeres são fundamentais. Exercícios que parecem loucura podem nos favorecer, tais como: Olhar fotos de cabeça para baixo,cumprimentarmos vizinhos com os quais nunca falamos,jogos de computador,uma boa leitura,que tal? Isso não nos dará um pequeno prazer, mas um enorme prazer. E se sabemos que nossa saúde mental depende de tão pouco coloquemos mãos a obra! Façamos a nossa parte e poderemos talvez escrever com certeza absoluta que é possível sim retardar não o envelhecimento, mas a decrepitude. Podemos nos colocar num patamar digno de assumir que envelhecemos, mas não perdemos o juízo, a criatividade e a inteligência. Acreditemos, pois, na ciência para a longevidade com qualidade. Vivamos os pequenos prazeres, pois neles reside o grande segredo de ser saudável. Não esquecendo, porém de que a saúde física também faz parte desse ritual de preservação, pois muitas doenças físicas,tais como: A diabetes,a hipertensão,anemias e depressões são fatores de peso para que ampliemos em percentuais muitíssimo elevados a possibilidade de sofrer do mal de Alzheimer. Portanto é preciso acreditar e contribuir para ficarmos bem. Vamos nos empenhar como fazemos para enganar os fios de nossos cabelos brancos,com o mesmo esmero pela nossa saúde mental.Vamos envelhecer já que é inevitável, mas vamos manter a nossa essência para não nos perdemos na obscuridade do esquecimento.
Cris