domingo, 21 de março de 2010

A arte de amar.

O amor nos faz tanta falta! Digo isso por motivos que só o coração explica.
Quero ser simples para falar de algo que no contexto moderno me transforma em um ser muito simplório: A arte de amar.
Passamos a nossa vida toda bombardeados por mensagens subliminares que nos induzem a milhares de coisas e atitudes. Preocupamos-nos com o que vestir o que consumir de uma forma geral, com o que está na moda, com o que fazer quando não temos recursos financeiros para adquirir o bem do momento. É tudo tão forte e bem direcionado ao foco psicossomático que muitas vezes nos esfalfamos para conseguir os bens tops de linha que a sociedade de consumo diz que devemos consumir.Alguns até se perdem de seus caminhos. Ficamos estagnados diante dos bombardeios cotidianos de propagandas massificadas nos meios de comunicação (e para os que já estão na moda) cansados de apagar os spams das nossas caixas de entrada do correio eletrônico. Mas essa massificação de consumo não nos diz que precisamos consumir amor, que precisamos cultivar esse sentimento e nos focar na necessidade premente de difundir isso. As nossas crianças estão robotizadas, criadas para o consumo e para o bem estar próprio de seus desejos. Os pais, perdidos na forma de propiciar o que é exigido pela sociedade moderna, que pode ou não inserir esse indivíduo no contexto social mínimo para ser aceito.
Enquanto isso nossas vidas ficam cada dia mais distantes da prática humana da piedade, compaixão e do amor. Esses três itens somados estão dentro de uma única palavra: “AMOR”. Se praticássemos só um pouquinho desse mágico sentimento estaríamos contribuindo para um mundo bem diferente deste em que estamos vivendo. Teríamos mais tempo para as nossas crianças, para os nossos amores, para os nossos semelhantes e a paciência cresceria em nós como uma frondosa árvore para abrigar, na sombra, todos aqueles a quem devêssemos amar. Não precisaríamos, nós mulheres, colocar nossos pais em asilos para idosos, não precisaríamos olhar nossos filhos em tantos momentos como se fossem estranhos. E descobrir, tão tarde, o nosso destino na mala que estamos fazendo para que sejamos levados ao abrigo (nosso novo lar) porque envelhecemos e não produzimos mais. Há milhares de pessoas idosas que já se foram desse mundo (principalmente por Alzheimer), mas que ainda vivem e que esperam pacientemente por um carinho, por uma promessa que seja, nos abrigos, nos hospitais e até mesmo nas ruas. Eu posso entender o quanto seja difícil exortar o amor nas pessoas, mas não estou falando de um amor generalizado e nem de um amor que se troca pelo contato sexual ou a convivência a dois. Estou falando de um amor maior e mais profundo, estou falando de FRATERNIDADE, amor que se tem e que se dá sem esperar recompensa, do amor que se pratica só para o prazer do espírito. Não estou pedindo que tenham amor pelos distantes, mas que pratiquem o amor em seus lares, em suas vidas. Se cada um de nós praticarmos o sentimento de afeto e amor com seus próprios entes o amor renascerá em toda parte. Seremos capazes de ouvir e ver as mensagens subliminares de indução ao consumo e a frieza com menos comprometimento psicossomático e poderemos lutar com mais força pelo bem de nossos amores sem adoecer de egoísmo e contribuir para esse genocídio disfarçado que nos impõem os fazedores de robôs. Sobreviveremos inseridos nesse mesmo contexto, mas com mais coração, com mais emoção, sem deixar que ambição e a desumanidade de tantos nos transforme em bonecos dirigíveis.
Vamos pensar nisso antes que seja tarde: “A Arte de Amar”.

Cris

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